segunda-feira, 28 de maio de 2012

A culpa é minha...

“…Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fudi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.”

 Fernanda Mello

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Há coisas que só podem ser ditas no escuro...

Um belo e misterioso jovem que costuma uivar pela noite sem fim se apresenta como MeninoLobo. Uma garota corajosa e adorável, louca por aventuras, insiste que a chamem de MeninaSelvagem. Com apenas um olhar, os dois se descobrem e se unem. Mas esta não é uma noite qualquer e, no subúrbio de Timidez, MeninaSelvagem escolheu MeninoLobo como seu guia.

Lutando contra a escuridão, a dor e a solidão da alma, ambos saem por este perigoso lugar, onde deparam com crianças viciadas em açúcar, piratas, ciganos e um médico bastante perigoso... Mas serão capazes de encontrar um ao outro na escuridão?

É em Timidez que você é chamado para uma fantasia urbana que explora a noite, seja ela externa ou interna. E onde é mais fácil achar que a vida é só um sonho, que monstros não existem, que não há nada do outro lado da rua. Mas nesta penumbra completa é possível encontrar um sentido de liberdade, compreensão e aceitação?

Em Timidez o sol nunca nasce, as noites são eternas, e o dia seguinte jamais acontece. Mas existem coisas que só podem ser ditas no escuro.

E é nesse mundo que encontram-se MeninoLobo e MeninaSelvagem, ele um local, ela querendo conhecer seu mundo. Separados, ambos possuem histórias completamente diferentes. MeninaSelvagem entrou em Timidez em busca de uma noite diferente, onde ela não teria que vivenciar seus problemas, onde ela poderia se perder e, logo, esquecer.

Já MeninoLobo não saberia viver em outro lugar que não Timidez. Com seu próprio drama familiar, MeninoLobo está acostumado a viver um dia de cada vez, tentando não pensar, e fracassando, no passado e em tudo que envolve o mesmo.

Os dois são cativantes, MeninoLobo não é um herói, não é perfeito, ele é como qualquer cara, com seus medos, dúvidas e desejos. Também se sente inseguro em algumas situações e tem dificuldades para expressar o que sente. E é isso que me cativou, o fato dele mesmo parecendo não ser normal, ter sentimentos que todo homem normal tem. MeninaSelvagem também é assim, é uma mulher como qualquer outra, tem seus medos, briga com os pais, se sente insegura com seus sentimentos, é adorável e ao mesmo tempo corajosa.

Uma mulher numa missão para esquecer. Um homem que uiva.



 (Um Mundo Chamado Timidez, de Lanne Hall)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Vida...

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.
 Augusto Branco

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Oh, essa minha necessidade, tão ambígua, de querer saber os pormenores da realidade... ao mesmo tempo que anseio saber a verdade, como que por respeito a mim mesma, gostaria nunca conhecê-la.
Mas a verdade deve prevalecer, e eu só tenho que me resignar a sua realidade.

#Palavra de ordem do momento: RESIGNAÇÃO

Eu sempre acho que é uma deficiência minha em gerar expectativas diante de certas coisas... mas, segundo um amigo, a expectativa é natural e ela meio que serve de garantia... afinal, se a gente teima em querer uma coisa mesmo contra todos os prognósticos, é porque esta coisa deve existir mesmo, senão a gente já tinha perdido o gosto por ela!
Porém, qdo a realidade não condiz com nossas expectativas, temos que saber a hora de tirar nosso cavalinho da chuva! E aceitar o que o destino nos reserva...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Constância...

É como se ninguém pudesse me amar e ponto, de tanto colarem o adesivo de 'trouxa' na minha testa, qualquer carinho me parece suspeito. Percebe a tortura? Fico oscilando entre confiar e desconfiar, querendo viver uma história leve e sempre me afundando nas minhas neuroses e cicatrizes.

Tati Bernardi

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Freio, colo, silêncio e um pouco menos de autonomia...


Tempo, marcas, maturidade... das descobertas recentes: descobri que o extraordinário é silencioso. Não precisa de gritos e holofotes. Precisa só do silêncio. É como harmonizar respirações. É escutar as batidas descompassadas e "compassá-las". É encher o coração e a vida de PRESENÇA.